ACTUAÇÃO EM CASO DE EXTRAVASAMENTO DOS CITOSTÁTICOS
Existe muita controvérsia entre os diversos autores acerca dos procedimentos a efectuar em caso de extravasamento de uma droga citostática.
Contudo, existem alguns princípios básicos que passam sobretudo pela prevenção como seja a escolha do local a puncionar (preferencialmente veias de grande calibre ou da região anterior do antebraço), a utilização de cateteres centrais de longa duração, e pela detecção precoce de um extravasamento.
Deve-se ter presente que os danos tecidulares serão tão mais graves quanto mais vesicante for o fármaco como sejam, por exemplo, os casos da Cisplatina, Dacarbazina, Etoposido, Mitoxantrone, Alcalóides da Vinca, Antraciclinas, e que os restantes fármacos poderão comportar-se igualmente como vesicantes podendo ocorrer reacções locais de hipersensibilidade.
No caso de ocorrer um extravasamento, a actuação do enfermeiro passa essencialmente por:
Interromper a administração imediatamente
Não retirar a agulha ou cateter
Aspirar o produto existente na agulha e se possível o infiltrado
Administrar corticosteróides (ou antídoto específico) por via sub-cutanêa da periferia para o centro em toda a extensão da lesão
Aplicar corticosteróide e heparinóide tópico
Elevar o membro apoiando-o
Fazer aplicações de calor húmido (compressas húmidas e saco de água quente), durante 15 a 30 minutos, de 4 em 4 horas, nas 24 horas seguintes
Retomar a administração do fármaco noutro acesso venoso
Registar convenientemente extensão, aspecto e local do extravasamento e fármaco responsável
Aplicar corticosteróide e heparinóide tópico (3 id) até desaparecimento de sinais inflamatórios
Vigiar regularmente o local afectado
Efectuar ensino ao doente e família sobre continuidade dos cuidados