O que é A quimioterapia?
Em medicina, chama-se
quimioterapia ao tratamento com a utilização de medicamentos cuja função
é actuar nas células dos tumores, visando destruí-las, impedindo o
crescimento e aliviando os sintomas causados pelo desenvolvimento do
tumor.
Na maioria das vezes, não
é preciso que o paciente fique internado, para fazer a quimioterapia.
Geralmente, ela é feita numa sala especial, dentro do próprio
ambulatório onde são feitas as consultas com os médicos.
Tempo de duração do tratamento
O tratamento
quimioterápico é planeado, entre outros aspectos, de acordo com o tipo
de tumor e o estágio da doença. A partir destes dados são definidos os
tipos de drogas e as quantidades a serem utilizadas
Reacções desagradáveis da quimioterapia
As drogas quimioterápicas
têm a vantagem de se distribuir por todos os locais do corpo, atingindo,
desta forma, todas as células que estão com problemas. No entanto,
células normais também são atingidas, podendo provocar alguns sintomas,
que são chamados efeitos secundários. Entre as alterações mais comumente apresentadas, destacamos:
As drogas quimioterápicas geralmente causam irritação nas paredes do estômago e intestino provocando enjoos e vómitos. Esses sintomas ocorrem principalmente no dia da infusão, podendo-se prolongar por até 4 dias. A intensidade varia de acordo com o organismo do paciente e com o tipo de quimioterapia utilizada. Algumas mudanças nos hábitos alimentares auxiliam o paciente no combate desses sintomas, tais como:
Alguns quimioterápicos podem provocar aparecimento de aftas, irritação nas gengivas, na garganta e até feridas na boca. Isso pode causar muita dor e ainda dificultar a alimentação. Algumas medidas podem ser seguidas, nestes casos:
Alguns dias após a
quimioterapia, há uma diminuição temporária das defesas do organismo,
que fica predisposto a contrair mais facilmente infecções por vírus,
bactérias e fungos. A febre é um sinal de alerta para a existência de
infecções no organismo.
Algumas drogas quimioterápicas podem causar diarreia em maior ou menor intensidade, dependendo da reação do organismo. Se ela persistir por mais de 24 horas, o paciente deverá obter orientação médica. Nos casos menos intensos, algumas medidas podem ajudar como:
Algumas drogas quimioterápicas atingem o crescimento e a multiplicação das células que dão origem ao cabelo, podendo provocar a queda de cabelos, de forma total ou parcial. Não se pode prever exactamente como e em que proporção os cabelos serão afectados, porém é importante lembrar que a queda é geralmente temporária; o processo de nascimento do cabelo reinicia-se logo após o términus da quimioterapia, e em alguns casos, ainda durante a quimioterapia. Nesta fase, alguns pacientes preferem cortar os cabelos antes, como uma forma para se preparar para o processo da queda. Outros esperam que os cabelos comecem a cair, para então tomar a decisão de cortar e/ou usar um artifício como boné, lenço ou peruca.
Dependendo do tipo de
quimioterapia, o paciente pode apresentar alterações na pele, como
vermelhidão, comichão, descamação, pele seca e manchas. As unhas podem
apresentar-se escuras e quebradiças.
Orientações práticas
Não há necessidade de grandes modificações na alimentação. No entanto, o paciente deve incluir nas refeições diárias frutas, verduras, cereais, carnes, para que possa obter todos os nutrientes de que o organismo precisa. É importante que o paciente esteja sempre bem alimentado, para ter melhores condições de reagir aos efeitos secundários, ficando também menos predisposto a infecções.
Devem ser evitadas, tendo em vista que o álcool pode interagir com os medicamentos utilizados no tratamento, podendo reduzir os efeitos esperados, e aumentando efeitos secundários.
Actividades físicas (Desporto) Durante o período de tratamento não há contra-indicação à prática de exercícios físicos ou modalidades desportivas. Porém, o indivíduo pode ficar menos disposto. Por esta razão, o paciente deve estar atento para não forçar as suas capacidades físicas.
A maioria dos pacientes pode e deve continuar a trabalhar durante o tratamento. Não há indicação para que as actividades habituais sejam paradas, a menos que sejam bastante pesadas e exijam muita esforço física. Na maioria das vezes o paciente precisa apenas ajustar o dias das sessões e os dias em que os efeitos secundários estejam mais fortes, para que possa entrar em acordo e ser dispensado do trabalho.
A quimioterapia, para
muitos pacientes, provoca tensões físicas e emocionais que podem estar
ligadas não só aos efeitos secundários, como também às mudanças no ritmo
de vida, alimentação e trabalho, além de ansiedades em relação à saúde,
à família. Todos esses aspectos juntos podem contribuir para que haja
uma diminuição no interesse sexual.
As drogas utilizadas na quimioterapia podem reduzir temporariamente a produção de hormonas, provocando em algumas mulheres alteração do ciclo menstrual. A quantidade de sangramento pode ser alterada, e às vezes pode ocorrer interrupção completa da menstruação. Geralmente, após o términus do tratamento, o ciclo menstrual vai voltando ao seu funcionamento normal.
Durante o período de quimioterapia a gravidez deve ser evitada, já que as drogas usadas podem causar riscos na formação do bebé. É importante pedir orientação ao médico sobre o melhor método anticoncepcional a ser usado durante o tratamento.
Alguns medicamentos, mesmo os homeopáticos e "naturais", podem interferir no tratamento quimioterápico. Por isso, o médico deve ser sempre consultado antes de o paciente fazer uso de qualquer medicamento.
Sintomas que merecem ATENÇÃO ESPECIAL E cuidados imediatosCaso o paciente apresente algum sintoma novo que o incomode, ou ainda um dos sintomas relacionados abaixo, deve procurar orientação médica, o mais rápido possível.
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